
Por Camila Vorkapic
Crescemos ouvindo “corpo” e “mente” e, desde sempre, costumamos tratá-los como coisas separadas, não é? Basta observarmos como as doenças são muitas vezes classificadas como “problemas físicos e problemas psicológicos”, ou como, às vezes, tratamos os chamados “problemas psicológicos” com desdém e até mesmo preconceito. No entanto, as pesquisas mostram cada vez mais que os transtornos mentais produzem alterações não só funcionais, mas estruturais, no cérebro. De modo contrário, o que fazemos, mesmo que “apenas mentalmente” afeta de modo significativo a estrutura física do cérebro. Reclamar tem impacto bioquímico nas suas sinapses, meditar aumenta o número de neurônios e algumas terapias reduzem a atividade de estruturas cerebrais relacionadas à ansiedade e ao medo.
Mas, tentar mudar nossa mente começando pela mente, é muito difícil. Você já tentou resolver um problema que não saia da sua cabeça? Já tentou reduzir a ansiedade pensando em como reduzi-la? E na hora de dormir? Quando não devemos pensar em nada, aí é que o cérebro desanda a pensar em T-U-D-O. E quando nos aventuramos a tentar a meditação pela primeira vez?
Os antigos mestres de yoga diziam “Porque começar pela mente? Comece por onde você por onde é mais fácil, e a mente seguirá”. E isso acontece porque mente e corpo não são coisas separadas. O que acontece no “corpo”, acontece na “mente” e vice-versa.
Já notou como você fica depois de uma noite de dança? Depois de uma corrida? De uma prática como o yoga? Já percebeu seu estado mental depois dessas atividades? Aposto que você nem se esforçou para parar de pensar ou reduzir o estresse.
Décadas de estudo vêm demonstrando que através do corpo alteramos o cérebro e nossos estados mentais. “O que acontece no corpo, acontece na mente”. Quer mudar? Comece pelo corpo. O corpo é o caminho.

