Quando estiver perto do fim, você poderá olhar a sua volta e enxergar tudo que o dinheiro pôde comprar. No entanto, se você não cultivar amizades verdadeiras, pode ter certeza, sua vida terá sido em vão.
Você já ouviu falar em Zygmunt Bauman? Esse incrível sociólogo polonês é um senhorzinho de 87 anos e, no Brasil, ele é bem famoso no meio intelectual e acadêmico por seu conceito de “modernidade líquida”. Hoje, lembrei de Bauman quando conversava com um amigo a respeito da influência das tecnologia nas nossas relações cotidianas. Isso vai gerar um post em outro momento.
Agora eu quero destacar a amizade líquida. Seguindo o mesmo conceito de Bauman, vejo frequentemente como tantas pessoas vivem descartando uns aos outros. Parece que viramos simples objetos facilmente trocáveis. Os relacionamentos estão escorrendo pelos dedos feito água. Vivemos em um momento onde um gesto de carinho e cuidado às vezes é digno de desconfiança. Os espelhos negros das telas dos smartphones e tablets distorcem a nossa imagem e a imagem do outro. Será que você está enxergando isso?
Quem de nós está se comunicando afetivamente com os amigos? Quem de nós está cultivando amizades duradouras? Será que o seu ego não está fazendo você perder oportunidades de envelhecer perto de pessoas incríveis?
Não seja mais um que vive no mundo do cada um por si.
Cultive suas amizades. Esteja disponível. Importe-se com elas. Diga eu te amo. Deixe de lado suas vaidades. Busque dar abraços apertados e demorados. Beije essas pessoas. Elas gostam de carinho. Seja onde for, encontre seus amigos. Crie hábitos que deixem esse amor cada dia mais sólido.


Talvez você acredite que não seja justo abrir mão daquilo que julga valioso. Talvez algo ainda te faça querer muito se agarrar a isso. Talvez, por mais que seja duro, você nem tenha isso mais em suas mãos. É bem provável que você segure isso apenas em sua mente e em suas projeções. Por mais que alguém te diga que é esse segurar que está causando o seu sofrimento, você ainda assim não quer soltar. Porque? O que falta para você enxergar o que ainda não vê? Será que falta mesmo alguma coisa? Não seria coragem? Não sei. O que será?



